Bem vindos
O crescimento da Associação Orquidófila Piracicabana - ORQUIPIRA foi a mola propulsora para a criação deste canal de comunicação, já que realizamos inúmeras atividades e nem sempre a divulgação dos eventos era feita de modo adequado. Utilize este espaço para sugerir, opinar, criticar, divulgar eventos relacionados a orquidofilia. Queremos fazer deste blog uma ferramenta importante para cada aficcionado pelas orquídeas.
Saudações orquidófilas
Robinson Viegas dos Reis
Presidente da ORQUIPIRA
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
Reunião da ORQUIPIRA em 01/02/11
A senilidade abateu~se sobre este que vos escreve, e ao confeccionar o calendário de 2011 as 2 reuniões do mês de fevereiro foram marcadas em dias errados.
As datas corretas são: 01/02/11 e 15/02/11 sempre 19h30 na Biblioteca Municipal.
Desculpem este velho gagá.
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
Multa milionária por contrabando de orquídeas
Não é só no Brasil que temos comércio ilegal de orquídeas, a maior diferença é a forma com que tratamos o crime. Foi publicado no Vancouver Sun de 07 de dezembro de 2010 um texto assinado por Larry Pynn, sobre a multa recorde de $ 100.000 dólares, aplicada contra uma empresa que importou ilegalmente Dendrobium, que deveria ser usado para a prática da medicina chinesa. A empresa Sun 2006 Import and Export Ltd pronunciou-se culpada mas não foi identificada a origem das plantas.
Este é sem dúvida um exemplo a ser seguido.
Veja a matéria original no link abaixo:
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
Melhor planta da noite
Iniciamos uma nova atividade durante nossas reuniões quinzenais da ORQUIPIRA: escolhemos entre todas as plantas presentes na reunião, aquela que mais se destaca e sua foto, mais alguns detalhes da planta serão postados no blog.
Na noite de ontem a melhor planta escolhida por todos os presentes foi um híbrido de Stanhopea (tigrina x oculata), cultivada pelo Fernando Olitta. Trata-se de uma planta muito grande e bem florida, que encantou a todos os presentes.A Stanhopea oculata é encontrada no México, Guatemala, Belize, El Salvador, Honduras, Nicarágua, Colombia, Venezuela e Brasil, sua flor mede aproximadamente 12 cm. A Stanhopea tigrina é proveniente do México e possui flores maiores, com aproximadamente 20 cm. As Stanhopeas são plantas que preferem ambientes mais sombreados e de elevada umidade ambiente. Suas flores duram apenas de 3 a 5 dias, o que dificulta vermos plantas bem floridas em exposições. A maior curiosidade do gênero, é que suas flores saem por entre as raízes e portanto são cultivadas em cachepot.
O gênero foi proposto por Hooker em 1829, em homenagem ao orquidófilo inglês Lord Philipp Henry Stanhope. A planta tipo é a Stanhopea insignis. A distinção entre as espécies não é simples, existindo grande variedade de cores dentro da mesma espécie, sendo o formato do labelo (neste caso o hipoquilo) o meio geralmente utilizado para sua classificação.
O gênero foi proposto por Hooker em 1829, em homenagem ao orquidófilo inglês Lord Philipp Henry Stanhope. A planta tipo é a Stanhopea insignis. A distinção entre as espécies não é simples, existindo grande variedade de cores dentro da mesma espécie, sendo o formato do labelo (neste caso o hipoquilo) o meio geralmente utilizado para sua classificação.
Aprecie as fotos da planta campeã.
| Fernando Olitta e a planta campeã |
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
As férias acabaram
Estive ausente por alguns dias devido as férias e já estava com saudades de trazer as novidades para o blog. Não deixem de acessar diariamente o nosso ORQUIPIRANEWS, pois traremos muitas novidades para todos.
Enviem sugestões, participem, comentem pois esta é a fonte de energia que alimentará este canal de comunicação.
A primeira e grande novidade deste ano é o início da construção do site da ORQUIPIRA. Adquirimos o domínio www.orquipira.com e já é possível ver nossa página inicial, acessar através do site o nosso blog, ver o calendário ORQUIPIRA 2011 e enviar e-mail através do botão contato. Acessem, pois está ficando muito legal e em breve muito mais estará disponível.
quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
Apreensão de xaxim e multa em Piracicaba
Conforme publicado na Gazeta de Piracicaba de 28/12/2010, na página 4, a polícia militar ambiental, recebeu uma denúncia de comércio de xaxim, no bairro da Paulista, no dia 27/12/2010 às 14 horas e ao averiguar o fato, encontrou no estabelecimento 51 placas de xaxim e 39 vasos. A multa aplicada foi de R$ 300,00 por ítem apreendido, totalizando R$ 27.000,00. Como todos sabem a extração e o comércio de xaxim são proibidos por lei federal (aguarde maiores detalhes em novo texto a ser publicado).
Quem desejar denunciar atos depredatórios ou que comprometam o meio ambiente em Piracicaba, ligar para a Policia Ambiental no telefone 3421-6827.
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
O fim de um ano inesquecível
Dizem que quanto maior a rotina em que vivemos, mais rápido o tempo parece passar, pois ao fazermos tudo automaticamente, sem prestar atenção, é como se este tempo não contasse. Pois acho que esta teoria deve ter algo de errado. Em 2010 nada foi rotina. Trabalhamos como nunca, um pouco na vida profissional (a mais chata) e muito pela ORQUIPIRA. Aumentamos o número de sócios, a abstenção nas reuniões praticamente não existe, excursões e churrascos com presença maciça, nosso "stand" de vendas na Paulista (varejão de Piracicaba e não Avenida de São Paulo) melhora a cada final de semana e o melhor de tudo, a dedicação e o empenho de todos que nos fizeram campeões nacionais em 2010. Mesmo com tantas emoções e mudanças em relação a 2009 este ano voou. Não vamos lamentar o passado, mas sim festejar o futuro. Que em 2011 nossas realizações, sucesso, felicidade e saúde transformem as vitórias de 2010 apenas num pequeno degrau que nos levará ao topo.
Obrigado a todos que trilharam juntos o caminho este ano.Conto com todos para mais realizações e muito mais inovações.
Feliz 2011 para todos nós.
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
Premiação Melhores 2010
No dia 18/12/2010 ocorreu a entrega dos prêmios para os melhores do ano nas Exposições do circuito da Coordenadoria das Associações Orquidófilas do Brasil.
Receberam a premiação os 10 primeiros colocados na categoria individual e Associação Orquidófila.
Na categoria individual Piracicaba classificou 2 orquidófilos:
- Ademar Dantas Teixeira - 3º colocado
- Dalton Holland Baptista - 8º colocado
Na categoria principal a Associação Orquidófila Piracicabana - ORQUIPIRA, sagrou-se pela primeira vez CAMPEÃ NACIONAL O título foi conquistado após a participação em mais de 40 exposições, por diversos Estados, representando sempre com muita dignidade a cidade de Piracicaba.
A todos que colaboraram para o sucesso desta empreitada, nosso muito obrigado. Fica agora a missão de em 2011 manter a qualidade de nossas plantas e o empenho de nossos associados para repetir o sucesso deste ano.
Feliz final de 2010 e um próspero 2011.
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Uma flor de pessoa
Transcrevo na íntegra, um artigo publicado no jornal O ESTADO DE SÃO PAULO, em 14/12/2010, de autoria do agrônomo "Xico" Graziano, ex-Secretário do Meio Ambiente de São Paulo e contemporâneo na ESALQ do nosso Associado Fernando Olitta (que foi quem descobriu a matéria). O texto intitulado uma flor de pessoa, homenageia a Sra Ruth Cardoso, falecida em 24/06/2008, aos 77 anos e fala de seu amor pelas orquídeas e plantas em geral, além do registro de um híbrido de orquídea e da inauguração de um orquidário com o seu nome (vide também uma matéria neste blog sobre a inauguração do orquidário):
"Muita gente confunde as orquídeas com parasitas.Mas não tem nada que ver. As parasitas vivem à custa de seus hospedeiros, neles introduzindo suas raízes para lhes sugar a seiva. esse fenômeno, próprio das chamadas ervas más, não ocorre com as orquídeas. Elas simplesmente "moram" sobre as árvores.
Epífitas: assim se denomina botanicamente a sua situação.Embora existam espécies terrestres, normalmente as orquídeas se apresentam longe do chão, estabelecendo uma associação sadia com as árvores, agarrando-se aos galhos com suas grossas raízes, sem prejudicar ninguém. Lá em cima, buscam luz sombreada e aproveitam-se da água e dos nutrientes que encontram nas cascas da parceira, cheias de materiais em decomposição, enriquecida com a poeira trazida pelos ventos. Vivem numa boa, sem atrapalhar ninguém.
As flores de orquídeas encantam a humanidade há milênios. Surgidas há 84 milhões de anos , as orquídeas espalharam-se pelo mundo, inexistindo apenas na Antártida. Dizem que Confúcio, o grande filósofo oriental, por elas se interessou, indicando que foram os Chineses os primeiros a destacá-las em sua cultura ornamental. Na Europa, os Gregos primeiro a admiraram, curiosamente denominando-a orchis, palavra que significa "testículos". Supõe-se a extranha denominação pela semelhança de uma espécie de orquídea, descrita na época por Teofrasto de Lesbos, como ostendando dois pequenos tubérculos subterrâneos. Acabou confundida, simbolicamente com a virilidade.
Colecionadores e aficcionados sempre zelaram pelas orquídeas de forma amadora, pouco comercial. Seu cultivo exige estufas adequadas, nas quais se busca reproduzir o microclima - umidade e luz - das matas onde se escondem. Outra razão é seu restrito florescimento, verificado apenas uma vez ao ano. Lindas e raras, assim sempre foram consideradas as orquídeas.
Há muitas décadas porém, essa história começou a mudar. Tudo se iniciou com a descoberta do processo de hibridação vegetal, por meio do qual se realiza, em laboratório, o cruzamento de duas espécies nativas de orquídeas, gerando um descendente inusitado. No Brasil, somente por volta de 1950 a técnica começou a ser pioneiramente aplicada por um médico mineiro, o Dr Alberto Carlos Pereira Jr, de Guaxupé.
Professor de biologia e apaixonado por essas maravilhosas flores, após anos de tentativas e erros promovendo a germinação das minúsculas sementinhas das orquídeas cruzadas no laboratório doméstico, onde aprimorava sua docência em Biologia, a hibridação ganhou seu lado comercial nos viveiros Rinaldi, destacado floricultor paulista de então. Quem testemunhou a história foi Tonico Pereira, seu filho jornalista.
O aprimoramento das variedades ganhou impulso decidido quando, mais tarde, os pesquisadores descobriram o uso da clonagem na reprodução das plantas. Isso foi fundamental porque normalmente os híbridos são estéreis, ou seja, não se reproduzam sexualmente. Então, por meio da clonagem, consegue-se produzir milhares de idênticos descendentes da planta escolhida. Eles surgem a partir do meristema, ou gema de crescimento, aquela bolotinha que se observa na base dos bulbos das orquídeas. Dê uma olhada.
Estima-se que atualmente se cultivem 100 mil híbridos de orquídeas no mundo, inscritos obrigatoriamente na Royal Horticultural Society, em Londres. É para lá que acaba de ser enviada a solicitação do registro da Rhynchosophrocattleya Ruth Cardoso, uma deslumbrante orquídea desenvolvida pelo desembargador e orquidófilo Damásio de Jesus.
Com flores amarelas e um pequeno detalhe vermelho no labelo, a nova orquídea foi apresentada na inauguração do orquidário Ruth Cardoso, situado ali no Parque Villa Lobos, na capital Paulista. Obra dos arquitetos Décio Tozzi e André Graziano, o caprichado orquidário é único no mundo.
Única e especial também foi Ruth Vilaça Corrêa Leite, nascida em Araraquara, no interior de São Paulo, no início da primavera de 1930. O Brasil jamais se esquecerá da simpática primeira-dama que odiava bajulação, preferindo ostentar sapiência.
Antropóloga, professora universitária (na USP), sua trajetória de vida combinou ensino e pesquisa com liderança na sociedade civil. A defesa dos direitos das mulheres e dos jovens, o fortalecimento da democracia, a construção de uma ordem mundial mais justa foram os principais campos de atuação de Ruth Cardoso em prol do desenvolvimento e da paz social.
Durante o mandato presidencial de seu marido, Fernando Henrique Cardoso, Ruth fundou e presidiu o Conselho da Comunidade Solidária. A iniciativa mobilizou parcerias entre ONGs, universidades, empresas e governos para a construção e a difusão de programas sociais inovadores. Contra o clientelismo político, a favor da emancipação humana.
Intelectual famosa, jamais perdeu o jeito simples de viver. Gostava de cozinhar, adorava quitutes, colecionava vidraria, fazia amizades, adorava plantas e flores. Ruth Cardoso foi, realmente, exemplar.
Para ela escrevi um singelo poema, tristemente inspirado no dia de seu falecimento, quando me ocorreu homenageá-la sugerindo ao governo construir o orquidário que hoje leva seu nome, um local de exposição das mais belas flores que existem."
"Sobre sua lápide repousava uma enorme flor de Cattleya. Quem ali a colocou para espantar a tristeza da morte sabia de seu gosto pela vida. Meiga, singela, cultivava o hábito das pessoas simples do interior. Intelectual, professora, curtia a existência com graça e ternura, sempre acompanhada pelas flores, as orquídeas em especial. Era o que eu mais pensava naquele momento dolorido: Ruth Cardoso era uma flor de pessoa."
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