Bem vindos

O crescimento da Associação Orquidófila Piracicabana - ORQUIPIRA foi a mola propulsora para a criação deste canal de comunicação, já que realizamos inúmeras atividades e nem sempre a divulgação dos eventos era feita de modo adequado. Utilize este espaço para sugerir, opinar, criticar, divulgar eventos relacionados a orquidofilia. Queremos fazer deste blog uma ferramenta importante para cada aficcionado pelas orquídeas.

Saudações orquidófilas

Robinson Viegas dos Reis
Presidente da ORQUIPIRA

quarta-feira, 24 de abril de 2013

O que acontece com a CAOB - Parte 2 e 3/4?

Finalmente a CAOB tomou uma atitude e mudou o regulamento de julgamento. Está lá no site: regulamento de julgamento 2013. Sem alarde, sem aviso importante número "n", sem qualquer citação, só a mudança. Apagaram a categoria VIII de híbrido monopodial e incluíram na VII de espécie monopodial. Tudo bem que esqueceram de arrumar o resto do regulamento e logo nas primeiras linhas já citam as 11 categorias (que agora são 10) e por aí a coisa vai. Ainda está listando Ascocenda como espécie monopodial. Precisa arrumar direito!
O que impressiona é a insistência em acabar com as categorias que não são de Cattleya, Laelia e seus aparentados. Eram 17 categorias, reduziram para 11 e agora são 10. Destas 10 categorias 4 são para o grupo das Cattleyas: espécie nacional, espécie estrangeira, híbridos das categorias anteriores e categoria sazonal (para premiar Cattleyas e afins mais comuns do período, ou alguém já viu Dendrobium ou Bulbophyllum nesta categoria). Este protecionismo não tem explicação. Se somarmos rapidamente e com números aproximados temos:
-53 espécies de Cattleya + 70 Laelia + 18 Brassavola + 10 Sophronitis + 15 Schomburgkia + 8 Myrmecophila + 2 Broughtonia = 176 espécies aproximadamente, com 4 categorias.
- 25.000 espécies menos 176 = 24.824 espécies com as outras 4 categorias, pois mérito cultural e raridade são premiações extras e dependentes apenas das circunstâncias do evento. Só para exemplificar são 1500 espécies de Bulbophyllum (o maior gênero da família Orchidaceae), 1200 de Dendrobium, 500 de Stellis, 370 de Eria, 1000 de Epidendrum, 650 de Maxillaria.  Os critérios de equidade da CAOB são ao menos discutíveis.
Gostaria muito que as pessoas utilizassem este espaço para manifestar sua opinião, séria e embasada, para podermos, quem sabe, avançar neste assunto. A CAOB é nossa. Nós a construímos, mantemos, sustentamos, elegemos seus diretores e temos todo o poder e direito de sermos ouvidos. Fico no aguardo.
PS: o pódio de Vinhedo ainda não saiu e quase uma semana depois não sabemos as plantas premiadas. Um descaso e uma vergonha.

12 comentários:

Tsuji disse...

Na minha opinião acho que todos as Cattleyas deveriam ser julgadas em apenas 3 Categorias sendo elas, monofoliadas, bifoliadas e híbridas e mesmo assim em alguns meses do ano não teriamos, como visto, todas essas categorias preenchidas no pódio, 4 categoria é muito pra Cattleya e afins...

Tsuji disse...

PS: não defendo os Bulbophyllum

Robinson disse...

Não querendo influenciar ninguém, acho que duas categorias estaria muito bom para as Cattleyas: espécie e híbrido.O certo seria apenas uma englobando tudo. Por que Bulbophyllumm espécie concorre com os seus híbridos, o mesmo para Dendrobium, Cymbidium Phalaenopsis, Vandas, Angraecum. Se as espécies são muito diferentes dos híbridos para as Cattleyas, o mesmo vale para os outros gêneros. Talvezpudéssemos criar pelo menos uma categoria para outros híbridos (excetuando as Cattleyas)?

Tsuji disse...

Creio Cattleya sempre foi a admiração particular da maioria dos visitantes das exposições, pois 99,9% das visitações e cartazes são com as mesmas, admiro as micro e outras plantas com o seu potencial, acho que o foco muda quando pensamos em pontos para exposições, eu mesmo to levando e comprando algumas micros só com esse interesse, pouco admiro, mas sei o seu valor tanto biológico como dinâmico nas florestas, mas pensar em colocar plantas com flores pouco expressivas em diversas categorias acho que seria uma limitação paisagistica do cenário do pódio. PS?: não estou generalizando, pois sei que Vandas, Cymbidium e outras tem sua particularidade... quando colocamos a feirinha como observação vemos 99,9% das pessoas donas de casa comprando as Cattleyas e afins, Phalenopsis e Dendrobium, isso trata-se do valor no mercado, interesse e conhecimento do comprador...

Robinson disse...

Rodrigo querido:
Creio que você crê errado....
O volume de venda de híbridos em exposição é muito grande, muito maior que o de espécies de Cattleya. Hoje vendemos C. percivaliana, C. loddigesii, C. harrissonia, e outras a preço de banana e mesmo assim elas são encalhes. O que vende são as raras plantas de melhor qualidade e para colecionadores, com preços completamente impraticáveis para o consumidor comum. Assim sendo, pela sua teoria seria melhor criarmos várias categorias para híbridos (são as mais belas e mais vendidas): categoria BLC, SLC, Potinara, LC, SC, etc. Que tal?
Se o critério é gosto popular devíamos expor rosas, antúrios, crisântemos pois são plantas muito procuradas pelo público e de grande potencial de vendas! Somos orquidófilos.Precisamos pensar na orquidofilia como força motriz de preservação, estudo, conhecimento e não só financeiramente ou oausagisticamente. Converse com os vendedores que trabalham com plantas importadas e provavelmente você verá que o percentual destas plantas em seu faturamento é maior que o de Cattleyas espécies e seus híbridos, pois possuem maior valor agregado por planta, gerando um volume maior de grana. Não podemos confundir gosto pessoal, como no seu caso, com o contexto geral de uma exposição, voltada para leigos, mas também para colecionadores e estudiosos.

Robinson disse...

Quinta feira, 9h20, já estou com as plantas para a expo de São Carlos prontas e não saiu o pódio de Vinhedo...

Tsuji disse...

acho que criar muitas categorias só influênciam a não qualidade do julgamento hoje realizado pelos responsáveis, acho melhor diminuir ao máximo a quantidade de categorias, lembro que em 2001 eram poucas categorias que definiam as expos hoje tem uma porrada e ainda sim com lambanças desordenadas, imagine se fossem 20-30 categorias? dai as fotos dos pódios iriam demorar 40 anos para sair no site da CAOB...rsrsrsr...talvez seria interessante não um presidente para uma organização como a CAOB e sim um grupo de membros... bom sei lá... a pergunta que não quer calar eles recebem para isso?

Robinson disse...

Rodriguinho fofo:
Também acho que podemos acabar com algumas categorias, as de Cattleya, deixando uma só. Que tal? Só para esclarecer a diretoria da CAOB não recebe pelo seu trabalho, ele é VOLUNTÁRIO.
A diretoria também não é composta por uma pessoa apenas. Temos presidente, 1º vice e 2º vice, tesoureiro e vice, secretário e vice, conselho técnico, conselho fiscal, conselho deliberativo e comissão de ética. Tá bão procê!

Tsuji disse...

juro que se fosse meu funcinário já estariam demitidos!!!!!!!!!

Almir Jose Maria disse...

Inicialmente havia o problema das monopodiais espécie e híbrido. Graças a Deus se resolveu. Agora criar categoria hibrido para dendrobiuns e afins, no meu entendimento, é andar pra traz. É incontestável que as cattleyas laelias e híbridos é que têm maior reconhecimento no meio orquidófilo. Acho que a divisão de categorias Atual dá condição para que os leigos conheçam estas outras espécies mais exóticas e de grande valor comercial (por muitas serem importadas) e concomitantemente dão condição para que as pessoas possam saber quais cattleyas e laelias são oriundas de nosso território. Se compararmos a antiga divisão com a atual, veremos que estamos vivendo um paraíso. O que deveria acabar é a bobagem de se pontuar todas as plantas e sim somente o podium (1º - 3 PONTOS; 2º - 2 pontos; 3º - 1 ponto). Não acredito que um orquidófilo precise de pontos para estimular sua paixão. É orquidofilia ou pontofilia?

Robinson disse...

Almir
Na natureza não existem espécies mais importantes. Não preservamos as baleias e destruímos outras espécies menos atrativas, certo? Hoje muitas espécies (ou gêneros) ganham colecionadores contumazes: Pleurothallis, Catasetum, Dendrobium. Se você tem o hábito de mandar plantas em exposição sabe o quanto é difícil pontuar espécies de Cattleya ou mesmo seus híbridos. O julgamento serve para elevar o preço das plantas campeãs e rebaixar o das suas. Estamos premiando híbridos antigos, sem nenhuma novidade para os mais estudiosos. Só para exemplificar: em Catanduva o pódio tinha uma C. Mini Purple registrada em 1965, e uma BC Keowee de 1975; em Presidente Venceslau uma C. Portia de 1897 (126 anos depois ainda o melhor híbrido de uma exposição?); em Pirajuí uma C. Horace de 1938 e em Leme uma BLC Toshie Aoki de 1980. Lembro ainda que a maioria das plantas citadas é meristema de uma boa planta, existindo centenas de cada pelo mundo, tornando-as ainda mais comuns e não mais especiais. Esta é minha opinião e não a verdade, só exemplifica que o tratamento deve ser igualitário e não privilegiar alguns em detrimento de outros.

Almir Jose Maria disse...

Com Certeza, colega Robinson. O que quero dizer é que queiramos ou não, o que mais chama a atenção dos mais leigos, na minha modesta opinião, são as laelias, cattleyas e híbridos, assim como as monopodiais. Tenho visto que existe, algumas vezes, uma grande dificuldade em conseguir formar podium com as demais categorias. Acrescente a isso que a criação de novas categorias acaba por onerar mais ainda uma exposição pois as vezes não serão formados podiuns mas serão confeccionados troféus. A questão dos híbridos, acho que os hibridadores devem buscar cruzamentos novos a fim de termos novidades nos podiuns. Quanto aos juízes, o escrúpulo e a ética são fundamentais e devem nortear suas atividades. Já havia mencionado sobre aqueles que advogam em causa própria, o que eu reprovo indiscutivelmente. Acho que a caminhada é longa mas espero que isto um dia acabe. Acho que os presidentes das exposições deveriam tentar filtrar os juízes pois tem figurinhas que já são repetidas. Isso é público e notório. Um abraço caro colega! Espero que entenda meu posicionamento.